Meus Caros Aracnídeos
Uma outra espécie da categoria das Aranha – leia-se um professor catedrático ou o caramba -, dizia, uma certa altura (tentarei traduzir a sua arrogância que só os da sua espécie conseguem):
SE NÃO LEREM JORNAIS SERÃO ETERNAMENTE IGNORANTES.
Excelentíssimo Aracnídeo estranho à minha alma:
Os seus jornais jamais me alumiarão o caminho. Se tudo o que aquelas teias moribundas me podem dizer são as mágoas que habitaram o meu corpinho frágil em outras palavras, então saiba que a minha alma não está a venda. Não a vendo a troco do conhecimento; na minha ignorância sou feliz e a minha teia resplandece pelo facto de eu amar estar viva.
Não poderá nunca fazer-me desprezar o dia em que nasci.
Temos pena.
